

A Secretaria de Assistência Social do município de Itabela precisou pagar uma despesa de R$ 100 para que um coveiro, juntamente com a esposa e uma filha de 4 anos, se retirassem de um cemitério, onde estavam morando há 9 dias. As informações foram confirmadas nesta quinta-feira (30) por Maria Pena, Secretária de Assistência Social do município.
A secretária disse ao G1, que soube que eles estavam morando no local na quarta-feira (29). "Estive lá e verifiquei que o coveiro estava morando no cemitério com a família, porque foram despejados da casa onde moravam anteriormente por falta de pagamento do aluguel". O G1 entrou em contato com o coveiro, mas ele não foi encontrado para comentar o assunto.
Família dormia em espaço reservado para guardar
Maria Pena disse também que uma pessoa da família cedeu uma casa para
que eles fossem morar, na condição do pagamento de contas atrasadas. A
secretaria quitou o valor.
" A prima da esposa dele disse que eles poderiam morar em uma casa
dela, na condição de pagar uma conta de água e uma outra de luz
atrasada, no valor total de R$100 e nós demos este dinheiro para que a
família se mudasse no mesmo dia", contou.
Ainda segundo a secretária, o coveiro é funcionário da prefeitura e não estava sabendo da gravidade do problema em expor a família morando em um cemitério. "A filha dele estava com problemas de saúde e a mulher tem problemas com alcoolismo", explica a secretária.
Acompanhamento
Thalita Maciel de Moura, que trabalha como Assistente Social do Centro
de Referência de Assistência Social (CRAS) do município, disse que está
prestando assistência à família.
"Eles não estavam conseguindo efetuar o pagamento do aluguel. Todo apoio está sendo prestado por nós", concluiu.
De acordo com a Assistente Social, a família será encaminhada para o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para serem realizados tratamentos psicológicos e a filha será conduzida para uma creche do município. O coveiro se mudou na tarde de quinta-feira (29) para a casa cedida pela prima da esposa.